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Os flertes, a política e as festas secretas são um desafio para frei Avellar e irmã Lourdes no retiro espiritual do grupo de jovens da Paróquia Santíssima Virgem.

Com a iminência do fim do mundo, uns desejarão salvar sua alma, outros, o seu corpo.

Somos Todos Católicos é uma história sobre sexo, política, religião e lobotomias ideológicas.

Sinopse

Os namoros, os flertes, a política e as festas secretas representam um desafio para frei Avellar e irmã Lourdes no retiro espiritual do grupo de jovens da Paróquia Santíssima Virgem: como administrar um grupo de jovens tão heterogêneo? A ideia da “turma dos orantes” (jovens mais conservadores) seria a prática de exercícios ascéticos. A “brigada vermelha” (grupo de adolescentes ligados à Teologia da Libertação e insatisfeitos com a linha reacionária do retiro), irá propor um motim e a fuga para uma ocupação de um movimento sem teto. 

 

À parte da disputa ideológica, outros conflitos e histórias se esboçam: o grupo dos mobileters (gangue de bairro de garotos que andam de mobilete) realiza festas secretas com bebidas e armas, um intruso portador de uma fome aparentemente infinita (o mendigo Júlio) se torna o “objeto” de caridade da comunidade, frei Avellar perde a fé e sonha em viajar o mundo e irmã Lourdes ganha estranhos hematomas durante a noite que segundo ela, seriam marcas de seu encontro com uma presença que ela não sabe distinguir se é diabólica ou divina.

 

Entre discussões políticas, divergências teológicas, festas secretas e os ensaios de uma peça sobre a ressurreição de Cristo, um fato extraordinário: a aparição de Nossa Senhora para Raul “Sapão” que fica cego e relata a todos uma segunda aparição da Virgem, onde ela fará uma revelação sobre o fim do mundo. Apesar do fato tocar a fé comum de um grupo tão dividido, a situação intensificará as divergências e oposições. 

 

Paralela à trama principal, desenvolve-se uma história que acontece na floresta nos arredores da casa de retiros: uma antiparábola sobre a necessidade moral de “não perdoar” (ou seja, o oposto do que seria a virtude cristã) em que uma garota acampada na mata é perseguida e, por fim, decepa a cabeça de seu estuprador. Ambas as narrativas – a trama principal e a antiparábola - se encontrarão no desfecho na ocasião da aparição da Virgem Maria no fim da última madrugada de retiro. No entanto, a ausência de uma mensagem com conteúdo de ‘Verdade’ quando da aparição da santa, tira do transcendente a responsabilidade pelo equilíbrio da comunidade e do mundo. 

 

O interesse pela mise en scène típica do catolicismo (o simbólico no ritual, na disciplina e na gestualidade), a iconografia religiosa (tanto a clássica quanto a popular kitsch), o teatro político e religioso e o interesse pelos corpos (uma obsessão histórica de uma religião que cultua tanto o mistério da encarnação quanto a mortificação do corpo) fazem de Somos Todos Católicos um filme que vê com ironia as contradições do catolicismo ao entender que a lógica do cristianismo (a graça, a salvação, a misericórdia, a pureza) não é a mesma lógica do mundo. Os personagens do filme cultivam a ideia de que são uma comunidade que partilha o destino último (o Céu), acreditam que são um grupo de pessoas que visam transformar este mundo no prenuncio do Paraíso. Mas como em Viridiana de Luis Buñuel, esse ideal cristão é mostrado nas suas contradições mais tortuosas: a caridade beira a tolice, a fraternidade é um pesado fardo, a economia libidinal é mais forte do que a “economia da graça”. 

 

Entre crentes e descrentes da aparição da Virgem Maria e com a suposta iminência do fim do mundo, uns desejarão salvar sua alma, outros, o seu corpo. Somos Todos Católicos é uma história sobre sexo, política, religião e lobotomias ideológicas.

Argumento

Argumento

Plano de produção 

Plano de Produção

Desenvolvimento

  • Pesquisa

  • Desenvolvimento de roteiro

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Preparação

  • Contratação de equipe

  • Pesquisa e definição de locações

  • Casting 

Pré-produção

  • Contratação de equipe e elenco

  • Testes de câmera

  • Contratação de locação para filmagens

  • Contratação de locação de equipamentos

  • Ensaios

  • Decupagem, análise técnica, visita a locações e plano de filmagem

  • Testes de maquiagem e caracterização

  • Provas de figurinos e acessórios

  • Produção de cenário, objetos e montagem de artes

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Produção 

  • Filmagens

  • Desprodução​

Pós-Produção

  • Edição de imagens e som – Montagem e desenho de som

  • Tratamento de imagens e som – Correção de cor e mixagem

  • Legendagem e acessibilidade

  • Finalização 

  • Masterização

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Difusão/Comercialização

  • Mostras e festivais nacionais e internacionais

  • Lançamento em salas de cinema

  • Redes de difusão existentes, tais como Circuito SPCine, Cinemas em Rede, CINEB, etc

  • Plataformas de streaming VOD (ITunes, o Netflix, GVT,etc)

artigo 1ºA 8685/93 

R$ 2.250.000,00

VALOR APROVADO

PARA CAPTAÇÃO 

Orçamento

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Produção Executiva

Beto Tibiriçá

Mario Borgneth

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Diretor e Roteirista

Francis Vogner dos Reis

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Diretor de Fotografia

Bruno Risas

 

Montador

Luiz Pretti

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Desenho de Som

Fábio Andrade

Ficha Técnica

Ficha técnica

Irmã Lourdes

Carolina Castanho

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Frei Avellar

Ney Piacentini

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Raul Sapão

Dellani Lima

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Júlio

Renan Rovida

Francis Vogner é​ roteirista e mestre em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP, é também crítico de cinema e curador. Foi colaborador de uma série de revistas nacionais e estrangeiras como revista Cinética (Brasil), La Furia Umana (Itália) e Cahiers du Cinéma España (Espanha). Curador de mostras de cineastas como Jerry Lewis e Jacques Rivette, faz parte da equipe de curadoria e programação das Mostras da Universo Produção: Mostra de Cinema de Tiradentes, CineOP e CineBH. É roteirista dos longas-metragens Jogo das Decapitações, de Sergio Bianchi, O Último Trago, de Luiz Pretti, Ricardo Pretti e Pedro Diógenes e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado. Produziu o longa-metragem Sem Raiz, de Renan Rovida.

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A Plateau Produções desenvolve desde 1994 projetos culturais e audiovisuais – espetáculos musicais, teatrais, curtas, longas, documentários e obras de ficção, além de programas e séries para televisão. Suas produções e co-produções tem participado dos mais diversos e reconhecidos festivais nacionais e internacionais, tais como Berlim, Veneza, Roterdam, Brasília, Gramado, Rio e Mostra de São Paulo.

Beto Tibiriçá é produtor executivo e diretor da Plateau Produções, tendo produzido mais de 20 títulos entre longas, curtas, documentários e obras de ficção (Manoel de Oliveira, Kiko Goifman, José Fonseca e Costa, dentre outros diretores), programas e séries para televisão, dentre as quais Sala de Cinema e Contraplano, do SescTV. Foi diretor do Departamento de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Oficinas Culturais), Coordenador de Produção do Núcleo de Documentários da TV Cultura.

 

Mario Borgneth é sócio-diretor da empresa Muito Mais Comunicação e vem atuando na Coordenação Executiva de diversos projetos audiovisuais e culturais como o Programa CPLP Audiovisual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (2015); Programa de Fomento à Produção de Minisséries para Juventude Mais Cultura Audiovisual do Ministério da Cultura (2008 a 2011), dentre outros. Foi Secretário Nacional do Audiovisual do Ministério da Cultura (2013 a 2014) e Diretor de Relacionamento e Rede da Empresa Brasil de Comunicação TV Brasil  (Nov/2007 a julho/2008).

CONTATO

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(11)  3815 9443

plateau.projetos@gmail.com

Contato
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